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DELTA       DO RIO PARNAÍBA, JERICOACOARA, LENÇÓIS MARANHENSES, SETE CIDADES.       MORAIS BRITO TOUR - (86) 321-1969 ou 9412-0102

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RIO PARNAÍBA

MORAIS BRITO - A MARCA REGISTRADA DO DELTA DO PARNAÍBA


Rio ParnaíbaNo leito do Parnaíba corre, a cada ano, 20 bilhões de metros cúbicos de água e a precipitação pluviométrica frenquentemente atinge 1.500mm/ano. Na bacia existem rios - o principal dos quais, o Parnaíba - lagos, açudes e poços, que constituem fontes abundandes de água de qualidade para irrigação. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS e os empreendimentos privados, têm assegurado o melhor aproveitamento dos recursos hídricos para a agricultura da região. O quadro das potencialidades da Bacia do Rio Parnaíba, apresenta a seguir as disponibilidades e possibilidades da região.

BACIAS

ÁGUAS SUPERFICIAIS

ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

POTENCIAL
IRRIGÁVEL (ha)

ÁREA IRRIGADA
ATUAL (ha)

POTENCIAL
IRRIGÁVEL (ha)

ÁREA IRRIGADA
ATUAL (ha)

Litorâneas

25.900,00

1.125,45

-

0,00

Baixo Parnaíba

159.800,00

862,00

6.000,00

56,00

Longa

298.800,00

3.365,22

10.000,00

528,80

Poti

92.900,00

172,80

15.000,00

879,22

Médio Parnaíba

11.200,00

57,60

7.000,00

329,42

Canindé

220.950,00

404,60

50.000,00

1.438,52

Gurguéia

49.000,00

0,00

60.000,00

2.265,37

Alto Parnaíba

-

244,00

-

-

TOTAL

832.650,00

6.231,67

148.000,00

5.497,33

FONTE: Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Irrigação/Governo do Estado do Piauí


Neste cenário, as oportunidades se fortalecem pela existência de projetos públicos de irrigação em condições de serem operados pela iniciativa privada. Existem cinco projetos em execução, com infra-estrutura instalada, com disponibilidade de terras irrigáveis para arrendamento por pequenas, médias e grandes empresas. Do mesmo modo, os lençóis freáticos existentes no Estado do Maranhão constituem potencial para alavancar empreendimentos na região.

Além da aptidão de suas terras, o Vale do Parnaíba possui mais de 3.000 Km de rios perenes, centenas de lagoas não utilizadas ou subutilizadas, e ainda, a metada da água de subsolo do Nordeste, avaliadas em 10 bilhões de m3/ano. A região possui dezenas de lagoas entre as quais ressalta-se a Lagoa do Buriti com potencial irrigável em torno de 3.000 ha.

A costa litorânea representa área propícia para a pesca devido à presença do Delta do Parnaíba e de mais quatro rios que desembocam no litoral, lançando grande quantidade de matéria orgânica no mar, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de diversas espécies de peixes e crustáceos. Merece registro a exploração pesqueira no litoral e também no lago da barragem de Boa Esperança. O potencial para pesca é comprovado pela grande variedade e quantidade de espécie: entre outros, pargo, pescada, cavala, tubarão, tainha, arraia, garoupa, lagosta, caranguejo e camarão. São espécies com grande aceitação no mercado, havendo amplo espaço para unidades empresariais organizadas.

A agricultura assume um importante papel no desenvolvimento sócio-econômico da Bacia, por ser uma vasta fonte geradora de empregos e responsável pelo abastecimento dos principais produtos agropecuários e de matérias-primas para o setor industrial e pelas exportações de produtos naturais e industrializados. Como fonte geradora de empregos, ela se respalda numa oferta de 11,7 milhões de hectares de terra apta para a lavoura, dos quais 1,5 milhões irrigáveis e 10,2 milhões indicados para a silvicultura ou pastagens naturais. Ressalta-se a importância da exploração de arroz, principalmente no Delta do Parnaíba e em Buriti do Lopes, com uma produtividade média de 5.000 Kg/ha, sem uso de fertilizantes. Acrescentem-se aí as culturas de feijão, algodão herbáceo, milho, mandioca e cana de açúcar. As áreas de cerrado têm-se mostrado - pela sua topografia condições de solo/clima e em virtude de outros fatores (área de influência da ferrovia de Carajás) - favoráveis ao desenvolvimento da agricultura, principalmente da soja.
Entre as atividades extrativas vegetais estão a cera de carnaúba e coco babaçu, cuja produção e distribuição variam em função dos ambientes ecológicos. Na pecuária, a bovinocultura, a caprinocultura e a avicultura são as atividades principais.

Alguns segmentos do Vale acham-se colocados estrategicamente em relação a outros Estados nordestinos, podendo disputar vantajosamente os mercados consumidores de carnes. O rebanho bovino de leite, o maior da região apresenta-se com boa produtividade e com bom padrão racial.

A agricultura intensiva sob irrigação apresenta considerável potencial de expansão. Entre as culturas que se revelam particularmente beneficiadas pelos fatores naturais, destacam-se, no Vale, a produção de melão, cajú, manga, acerola, melão, uva, banana e maracujá.

A produção de melão da região alcançou a mais alta produtividade do país colhendo 50 toneladas da fruta por hectares. Um total de 80% da produção é exportado para outras regiões do Brasil e para o exterior, em especial para os Estados Unidos.

Vários projetos para produção de uva, coco, acerola, banana e melancia estão em fase de frutificação ou implantação.

Entre os principais empreendimentos que vêm obtendo sucesso destacam-se os seguintes:

CANÃA Frutas Ltda.

FRUTAN - Frutas do Nordeste do Brasil

MANGA - Frutos Tropicais

fator de competitividade

Nordeste(BR)

Califórnia (USA)

Insolação (horas de sol por ano)

3000

2200

Mão de obra (R$/ha)

0,75

5 a 10

Preço da terra para irrigação (R$/ha) / Preço da terra nua R$ 40,00

200

37.500

Custo do hectare irrigado (R$/ha)

7.000 a 10.000

50.000

Produtividade da terra

2,5

1 a 1,5

Fonte: Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem, Revista ITEM - Edição especial 20 anos - s/d p.18


Há no território, grande quantidade de minerais nobres que apresentam vantagens comparativas locacionais como amianto, argila de sucona branca, argila de gueuna vermelha, atapulgita, barita, calcário, fosfato, gipsita, granito ornamental, mármore, opala e vermiculita. A maioria das jazidas oferece boas condições para exploração. Existem ainda jazidas de calcário para suprir as necessidades de correção dos solos.

Os investimentos em mineração poderão ser realizados diretamente na associação com pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos de exploração.

A agroindústria constitui-se em atividade de importância econômica e social, principalmente pela disponibilidade de mão-de-obra abundante, o que facilita a formação de empreendimentos industriais. Algumas unidades industriais e agroindustriais em operação utilizam tecnologia evoluída: COMVAP (açúcar e álcool), Antarctica (refrigerante e cerveja), Usina Itapajé (papel e celulose), Vegetex, indústria química de óleos vegetais finos, derivados do jaborandi, para fins farmacêuticos (extração de caleocarpina).

Matérias primas agrícolas são processadas pela agroindústria de alimentos, de açúcar e álcool, madeireira de mobiliário, têxtil, mandioca e derivados, suco, polpa ou doce de frutas. No ramo de couros e peles há disponibilidade de matérias-primas devido ao bom desempenho da pecuária bovina, caprina e ovina. Destacam-se entre os curtumes o COBRASIL, com faturamento anual superior a dez milhões de dólares. Levando-se em consideração as vocações de solo, clima, localização do mercado produtor e infra-estrutura disponível, ressaltam-se os seguints empreendimentos possíveis:

  • Agroindústria de castanha de caju

  • Apicultura comercial, especialmente na região de Picos

  • Agroindústria de peles

  • Agroindústria de doces

  • Agroindústria de cajuína

  • Beneficiamento de arroz

  • Beneficiamento de milho

  • Esmagadora e refino de soja

Os principais atrativos turísticos são: o turismo ecológico do Delta do Parnaíba; a cachoeira do Urubu, em Esperantina; a Lagoa do Portinho, o Porto das Barcas e a praia da Pedra do Sal, em Parnaíba; as praias de Atalaia e Coqueiro, em Luiz Correia. O Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato; e o Parque Nacional de Sete Cidades, em Piracuruca. Em todo o mundo, só existem dois deltas comparáveis ao rio Parnaíba, com extensão e beleza natural - o Nilo e o Mekong, localizados no Egito e no sudeste asiático respectivamente.

Ademais, há na margem esquerda do Vale, o Parque Nacional dos Lencóis Maranhense, extensa área de dunas litorâneas no Maranhão, constituindo ponto de atração turística. Há condições para serviços receptivos, inclusive expansão da rede hoteleira, bem como oferta de pacotes, com tráfego normal de aeronaves e linhas de ônibus já estruturados.

A Bacia dispõe de adequada infra-estrutura básica: estradas, energia, comunicações e rede bancária.

Em termos de infraestrutura tecnológica, a EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária atua no Vale através do CPAMN Centro de Pesquisa Agropecuária do Meio Norte e do CNPAI - Centro Nacional de Pesquisa em Agricultura Irrigada. As EMATER empresa estaduais de assistência técnica e extensão rural vêm participando de diversas ações de pesquisa na região.

Os meios de comunicação, como telefonia, telex e fax, serviços de rádio e televisão são adequados e atendem às necessidades. A rede de energia elétrica, urbana e rural, tem satisfatório desempenho. O Estado do Piauí dispõe de 21 unidades armazenadoras, com capacidade estática total de 52.191 t. possuindo, atualmente, capacidade para estocagem de 35.400 t.

O porto de Itaquí, em São Luís-MA, possui grande calado, possibilitando exportações para qualquer parte do mundo; no Piauí, está o porto de Luís Correia. Existem três grandes aeroportos e uma linha férrea ligando Fortaleza-Teresina-São Luís.

LINHAS DE CRÉDITO E FINANCIAMENTO

Existem incentivos financeiros, fiscais e organizacionais para implantação de empreendimentos do ramo industrial e agroindustrial.

O Governo Federal, através do Fundo Constitucinal do Nordeste, apoia diversos programas na região. As principais fontes de financiamento são:

  • INCENTIVOS

  • FINOR - Fundo de Investimentos do Nordeste

  • LINHAS DE CRÉDITO

  • AGRIN - Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Agroindustria do Nordeste

  • PROIR - Programa de Apoio à Agricultura Irrigada

  • PROPEC - Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Pecuária Regional

  • PROAGRI - Programa de Modernização da Agricultura não Irrigada

  • DITEC - Programa de Difusão Teacnológica Rural

  • PRODESA - Programa de Apoio Creditíco à Reorientação da Pequena e Média Unidade
    Produtiva Rural do Semi-Árido Nordestino

  • PRODIR - Programa de Distritos Privados de Irrigação

  • PROINTEC - Programa de Apoio às Inovações Tecnologicas

  • PROGER - Programa de Fomento a Geração de Emprego e Renda do Nordeste do Brasil

  • CRÉDITO RURA

  • Crédito a Cooperativa

  • Caderneta de Poupança Rural

  • PROAGRO - Programa de Garantia da Atividade Agropecuária

  • PROINAP - Programa de Investimentos Agropecuários

  • PAPP - Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural

  • PNDR - Programa Nacional de Desenvolvimento Rural

  • PROFIR - Programa de Financiamento para Aquisição de Equipamentos

  • PROVÁRZEAS - Programa Nacinal de Aproveitamento de Várzeas Irrigáveis

  • BNDES

  • FINAME - Financiamento de Máquinas Agrícolas para o Setor Primário

  • NORDESTE COMPETITIVO - Financiamento de Projeto na Agroindústria, Turismo e outras áreas estratégicas para a competitividade internacinal da Região Nordeste do Brasil

  • MECANISMOS ESPECIAIS DE FINANCIAMENTO

  • PROCERA - Programa Especial de Crédito para Reforma Agrária

  • FUNDO DE AVAL - Dispensando micros e pequenos empresários de apresentar garantias reais para a obtenção de crédito.

Fonte:Prodepar

 

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