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VALE DO RIO PARNAIBA

MORAIS BRITO - A MARCA REGISTRADA DO DELTA DO RIO PARNAÍBA

Caracterização do Vale do Rio Parnaíba

Área

O vale do Parnaíba, inserido no Nordeste Brasileiro, abrange os estados do Maranhão, Piauí e Ceará e está dividido em três partes: o Alto Parnaíba, até a confluência com o rio Gurguéia, o Médio Parnaíba, desse local até a confluência do rio Poti, em Teresina, e o Baixo Parnaíba, desse ponto até a desembocadura no Oceano Atlântico .

A área total da bacia é de 330.849,9 km², que se encontra assim distribuída: 250.543,00 km² (75,73%) no Piauí, 62.937,6 km² (19,02%) no Maranhão, 14.391,9 km² (4,35%) no Ceará e 2.977,4 km² em área litigiosa. Portanto a área total de atuação da CODEVASF, correspondentes aos estados do Piauí e Maranhão, somam 313.480,6 km².

O predomínio de áreas do Estado do Piauí na composição do vale fica mais evidenciado ao se constatar que cerca de 99% das terras se encontram na Bacia. Esse percentual cai para 19% no caso do Maranhão e para 10% do Ceará.

Estão inseridos no Vale, integral ou parcialmente, 276 municípios, sendo 220 no Piauí, 36 no Maranhão e 20 no Ceará, que contam com uma população de 4.118.030 habitantes, segundo estimativas de população de 1999, do IBGE.

Os municípios que participam da bacia estão divididos, pelo IBGE, em 27 (vinte e sete) microrregiões homogêneas, sendo 8 (oito) no Maranhão, 15 no Piauí e 3 no Ceará.

Os principais centros urbanos no Piauí são: Teresina, com mais de 655 mil habitantes (cerca de 25% da população do estado), Parnaíba, com 131 mil, Picos, com 65 mil, Piripiri com 60 mil e Floriano com 53 mil, e no Maranhão, Caxias com 134 mil habitantes, Timon com 118 mil, Balsas com 40 mil e Chapadinha com 62 mil.

No Piauí a maioria da população é urbana, enquanto que no Maranhão é rural, de acordo com as informações obtidas junto aos órgãos dos estados.

 Aspectos Geográficos e Recursos Naturais

O rio Parnaíba é o segundo mais importante da região nordeste, depois do São Francisco, e seu curso principal, com cerca de 1.400 km e perene.

A maioria dos afluentes, nos seus trechos médio e inferior, quando deságuam no Parnaíba são perenes, alimentados pelas chuvas e águas subterrâneas, formando vales úmidos com grande potencialidade econômica.

Dentre todas sub-bacias, destacam-se aquelas constituídas pelo rio Balsas (5% da área total da Bacia), no Maranhão, as dos rios Uruçui-Preto (4,7%), Gurguéia (9,9%), Longá (8,6%) e Poti (16,1%), no Piauí. Cabe destacar que a sub-bacia do rio Poti não está integralmente na área de atuação da CODEVASF visto que sua nascente encontra-se no estado do Ceará e que a sub-bacia do rio Canindé, apesar de ter 26,2% da área total da bacia do Parnaíba, drena uma grande região semi-árida.

Mais de 90% da área da Bacia encontra-se em terrenos sedimentares, com grande potencial aqüífero, com solos de alto potencial agrícola que necessitam de aplicação de calcário para reduzir a acidez e a saturação de alumínio, quando explorados com cultivos agrícolas. Nas áreas sedimentares - Alto Parnaíba e Gurguéia - predominam solos latossolos e podzólicos e aluviões ao longo dos rios, no Baixo Parnaíba. Os vales do Fidalgo, Poti, Canindé e Piauí apresentam também solos propícios à exploração agrícola com latossolos e relevo adequados à exploração da agricultura.

A estrutura geológica define o relevo e a topografia da Bacia com chapadas e chapadões - tabuleiros - entre os vales. As altitudes máximas são inferiores a 800 metros.

O clima da bacia varia de quente e úmido, no norte, passando a quente e úmido com chuvas de verão tropical, no centrosul e sudeste, e semi-árido no leste e sudeste. As precipitações variam, em geral de sudeste para nordeste entre 600 a 1.800 mm/ano, com duas estações definidas: chuvosa, de janeiro/fevereiro a maio/junho e seca, de maio/junho a dezembro. A temperatura média varia entre 24 a 38º C, em geral entre o inverno e o verão. A insolação média é de 3.000 horas de sol/ano.

A cobertura vegetal se ajusta ao quadro geomorfológico da Bacia. Nas nascentes, no sopé da Chapada das Mangabeiras, há uma exuberante floresta subperenifólia. Sobre as grandes superfícies aplainadas domina os cerrados, que nas vizinhanças de Amarante/Floriano passa a cerrado caducifólio. Revestindo algumas chapadas, surge ora mata seca, ora cerradão. Desde Amarante, Arraial e Várzea Grande, para o norte inicia-se a participação do babaçu, dando lugar à mata dicótilo-palmácea, mais freqüentemente a partir de Teresina até o sul de Luzilândia e Esperantina.

Nas vizinhanças de Luzilândia até Parnaíba, prevalece a carnaúba. Na planície litorânea, campos de várzea e manguezais, nas ilhas do Delta. Em resumo, a cobertura vegetal é diversificada, incluindo também algumas áreas de florestas ciliares, caatinga hipoxerófila - especialmente no sudeste e florestas caducifólias.

O IBGE considera que a Bacia tem quatro ecossistemas bem definidos: Costeiro, Floresta Estacional, Cerrado e Caatinga, tendo o IBAMA procurado proteger áreas dentro destes ecossistemas, já tendo sido estabelecidas diversas Unidades de Conservação, entre as quais os Parques Nacionais da Serra da Capivara, das Sete Cidades e da Serra das Confusões, as Áreas de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba, Serra da Tabatinga e Chapada do Araripe e a Estação Ecológica de Uruçuí-Una.

Considerando as características geológicas, a profundidade, compacidade e litologia do pacote sedimentar, são escassas as possibilidades de exploração de minerais na Bacia, limitando-se principalmente às águas minerais e não metálicos como calcáreo, argila, granito, mármore, salgema, opala e vermiculita.

 Infra_Estrutura

A infra-estrutura hidráulica construída ou projetada é composta basicamente de barragens, poços e canais de irrigação e drenagem.

Existem no Vale, entre construídos e projetados, 32 barramentos com capacidade de acumulação de 8.966 hm³. Desses, 12 encontram-se construídos nos cursos de água e têm capacidade de acumulação de 6.032 hm³, sendo que 5.085 hm³ são relativos à barragem de Boa Esperança, a maior e mais importante de todas as barragens do vale do Parnaíba.

Na Bacia do Parnaíba já foram perfurados cerca de 8.000 poços.

São 19 os projetos de irrigação de iniciativa pública, projetados, em construção ou construídos, com potencial para aproveitamento de 90.248 ha, todavia nem as áreas pilotos dos grandes projetos encontram-se plenamente exploradas.

Recente levantamento feito pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Irrigação do Estado do Piauí indica que 23.200 ha é a área total irrigada no Estado, entre os projetos públicos e privados, não tendo sido obtida essa informação sobre o Estado do Maranhão.

Os projetos que estão sendo construídos por iniciativa ou com recursos da União, através do Ministério da Integração Nacional e do DNOCS, representam 80% da área potencial.

O principal aproveitamento hidrelétrico da Bacia é a Barragem de Boa Esperança, inaugurada em 1970. É operada pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco - CHESF, com potência total de 240 MW. O suprimento hidrelétrico da bacia do Parnaíba é efetuado em 69kV a partir de várias subestações. A rede rural está em fase de expansão em ambos os estados, entretanto é reduzido o consumo por habitante devido ao baixo nível de renda da população. Por outro lado a deficiência de redes de distribuição tem inibido o processo de desenvolvimento.

Na Bacia, as principais rodovias federais são a BR-343, que liga o litoral do Piauí até Floriano, passando por Teresina; BR-222, em conjunto com a BR-343, que liga Teresina a Fortaleza, cortando Piripiri; a BR-316, que dá acesso a São Luís e Belém e a BR-320 que atravessa o Piauí cortando Floriano, Oeiras, Picos e Balsas. As BR's 407 e 135 se dirigem a Brasília e a Salvador, respectivamente. As estradas estaduais completam as ligações rodoviárias necessárias ao deslocamento entre as cidades.

A rede ferroviária é reduzida carecendo de interligações fundamentais para o desenvolvimento da Bacia. Existem ramais entre Teresina/Porto de Mucuripe/Fortaleza e Teresina/São Luís/Porto de Itaquí.

Os únicos aeroportos com vôos comerciais da Bacia estão localizados em Teresina e Parnaíba. Cidades como São Raimundo Nonato, Floriano, Caxias, Alvorada do Gurguéia, entre outras, possuem pequenos aeroportos.

As comunicações telefônicas estão difundidas em todas as cidades da Bacia e existem planos para a sua permanente ampliação, o que ocorre, também com as redes de radiodifusão e televisão.

O saneamento básico na Bacia ainda é deficiente na maioria dos municípios. Em geral os esgotos "in natura" são enviados diretamente para os rios. A distribuição de água potável tem sido ampliada nos principais municípios com o apoio da Companhia de Desenvolvimento do Piauí- COMDEPI, da Águas e Esgotos do Piauí S.A.- AGESPISA e da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão - CAEMA. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS e a Fundação Nacional de Saúde - FUNASA tem realizado perfurações de poços profundos no Piauí para abastecimento público. Merece destaque a construção da Adutora do Sudeste Piauiense e as ações do PROÁGUA/Semi-Árido.

 Aspectos Econômicos

As principais atividades econômicas da área estão ligadas a agropecuária, com maior destaque para a agricultura de sequeiro (soja, arroz, feijão, milho, caju, algodão, cana-de-açúcar). A agricultura irrigada ainda não é significativa, apesar do grande potencial para a fruticultura (manga, coco, maracujá e banana).

As atividades extrativas vegetais são representadas principalmente pela carnaúba e pelo coco babaçu. Também merece registro a madeira e o carvão. No Piauí a produção de mel - apicultura - tem se desenvolvido rapidamente e espera-se uma grande expansão associada a cultura do caju.

A aqüicultura concentra-se principalmente na região do Delta e a carcinicultura encontra-se em expansão. Entretanto ainda não existe pesca comercial na Bacia. Quanto a pecuária, as atividades relevantes são a bovinocultura, a caprinocultura e a avicultura.

O setor secundário é ainda pouco expressivo, com destaque para a agroindústria de açúcar, álcool e couro. Algumas cidades possuem zonas industriais em fase de expansão, como Teresina, Floriano, Parnaíba e Picos, no Piauí e Balsas, no Maranhão.

O setor terciário é que apresenta maior expressão nos dois estados. Mais de 60% da população economicamente ativa encontra-se no setor informal da economia.

Fonte: CODEVASF

 

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