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PARNAÍBA CAPITAL DO DELTA DO RIO PARNAIBA
PATRIMÔNIOS
HISTÓRICOS
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Espaço
Cultural Porto das Barcas
– situado próximo à ponte Simplício; instalado à margem direita do rio Igaraçu; -
Sobrado
Colonial Rústico
– situado às margens do rio Igaraçu,
sobre um cais de pedra.
Pertenceu a Manoel Antônio da Silva Henrique, após sua morte ficou para
José Francisco de Miranda Osório; -
Casa
Grande de Parnaíba
– Palacete residencial dos Dias e Silva, situado à rua
Monsenhor Joaquim Lopes, esquina com Avenida Presidente Vargas; -
Velho
Sobrado de Azulejo
– situado à Avenida Presidente Vargas, lateral com a ponte “ Simplício
Dias” , data do século XVIII, pertenceu a Raimundo Madeira Brandão; -
Sobrado
Dona Preta
– um dos mais antigos da cidade, fica à rua Duque de Caxias com São
Vicente de Paula; -
Casarão
do comerciante inglês Paulo Single Hirst – construção do século XIX, em
1844, onde funcionou a casa Inglesa, hoje pertence à família
Clark; -
Primeira
Ermida de Parnaíba
– situada à rua Duque de Caxias, construída em 1711 –
Nossa Senhora de Monte Serrate, imagem trazida de Portugal,
venerada com Padroeira de Feitoria; -
Catedral
de Nossa Senhora da Graça
– monumento histórico, características
arquitetônica, no estilo barroco, início de construção
1775 e conclusão e benção da
Igreja, 6 de setembro de 1777. Padroeira Nossa Senhora da Graça; -
Igreja
do Rosário
– situada à Praça da Graça, trabalho escravo, dedicado à Nossa
Senhora do Rosário dos Homens Negros; construção simples, mas de
grande valor histórico; -
Igreja
de São Sebastião
– idealizada e construída pelo Reverendo Monsenhor Roberto Lopes;
Padroeiro São Sebastião; a igreja é dirigida pelos padres Capuchinhos; -
Igreja
de Nossa Senhora de Fátima
– situada no cruzamento das avenidas – Álvaro
Mendes e Coronel Lucas – é uma realização do Padre Raimundo
Vieira, hoje entregue aos Padres Redentoristas; -
Praça
da Graça
– Homenagem a Padroeira Nossa Senhora da Graça; De início um lago –
a Lagoa da Onça – época da Feitoria do Porto das Barcas; mais tarde
Lago da Matriz, sendo substituído por Lago Municipal e, finalmente Praça
da Graça. -
Praça
Santo Antônio
– Logradouro público destacando-se o Monumento do Centenário da
Cidade(1844-1944); O Parque Infantil José Alexandre, o Centro Cívico e a
Igreja Santo Antônio. -
Centro
Cívico Lauro Correia –
Conjunto arquitetônico original, projetado pelo arquiteto Régis Atayde
Couto, idealizado e construído na administração do Prefeito Lauro
Correia, destina-se às comemorações cívicas da cidade. -
Monumento
do Sesquicentário da Independência do Piauí – Localizado na Av. Capitão Claro. -
Monumento
da Independência do Piauí –
Localizado em frente à Catedral de Nossa Senhora da Graça. -
Monumento
do Sesquicentário do Brasil –
Localizado à Av. São Sebastião – marco dos 150 anos da Independência
do Brasil. -
A
Águia do Porto –
Situado no cruzamento das Avenidas São Sebastião e Cap. Claro. -
Maria
Fumaça –
Locomotiva que percorreu o solo piauiense – inauguração de 1915 –
localizada na Praça Mirócles Véras, paralela à Av. Chagas Rodrigues. -
Marco
Quilômetro Zero (Não
é Monumento) – Situado na Praça da Graça, indica o Marco quilômetro
zero das rodovias municipais e a numeração das casas. -
Cajueiro
de Humberto de Campos –
Plantado em 1896, situado à Rua Coronel José Narciso, no Jardim que leva
o seu nome; no centro do jardim A FAMA de Humberto de Campos, homenagem de
Parnaíba ao grande escritor maranhense. ALGUMAS
ATRAÇÕES NATURAIS: -
Praia
de Pedra do Sal
– localizado na Ilha Grande de Santa Isabel, a 18 km da sede do município; -
Lagoa
do Portinho
– situado na divisa de Parnaíba e Luiz Correia; -
Delta
do Parnaíba
– destaque principal de nosso litoral. -
Praia de Atalaia –
situado próximo a cidade de Luiz Correia -
Praia
do Coqueiro
– situado após a Praia de Luiz Correia -
Praia
de Macapá
– situado após a Praia do Coqueiro -
Praia
de Barra Grande
–situado na cidade Cajueiro da Praia Parnaíba tem uma área ou superfície de 555 km2 . Sua população é de cerca de 135.671 habitantes. POPULAÇÃO: Cidade: 115.671 habitantes
Zona Rural:
20.000 habitantes SÃO OS LIMITES: . NORTE – Oceano Atlântico . SUL – Buriti dos Lopes, Cocal e Bom Princípio . LESTE – Luiz Correia . OESTE – Araioses (Maranhão) PONTOS EXTREMOS:
. AO NORTE – Barra das Canárias . AO SUL – Marco de Taquari . AO LESTE – Marco Juritirana . AO OESTE – Riacho Rebentão A Sede do Município está a 13 metros do nível do mar. Sua temperatura mínima é de 200 C, a máxima é de 300 C e a média é de 250 C. Quem nasce em Parnaíba é parnaibano. POVOADOS: Testa Branca e Porto das Barcas; primeira metade do século XVIII(1700-1750) VILA: Vila de São João da Parnaíba – A Vila foi criada pela Carta Régia de 18 de Agosto de 1762 (237 anos de Vila). FUNDADOR: Domingos dias da Silva, pai de Simplício Dias da Silva CIDADE: Parnaíba. A Vila foi elevada à categoria de cidade pela Lei Provincial nº 166, de 14 de agosto de 1844 (155 anos de Cidade). ORIGEM DO NOME: Rio Parnaíba, que banha o Estado do Piauí e o separa do Estado do Maranhão. HINO: Idealizado e oficializado pelo Prefeito Lauro A. Correia, em 1963, pela Lei Municipal nº 255. BANDEIRA: Idealizada e oficializada pelo Prefeito Lauro A Correia, em 1964, pela Lei Municipal nº 300. Desenho – Cristino Melo. CORES DA CIDADE: Azul e Branco. PODER JUDICIÁRIO: 4 Varas, Juizado Especial, Junta do Trabalho DISTÂNCIA DA
CAPITAL, TERESINA: Rodoviária: 339 km Aquaviária: 386 km Aeroviária: 267 km Foram os índios os primeiros habitantes do Brasil e, com certeza de nossa Região que também foi habitada por índios, os famosos TREMEMBÉS que ocuparam por longos anos o Delta do Parnaíba e grande parte do litoral do Piauí, Maranhão e Ceará. Alguns historiadores afirmam pertencerem a tribo dos TUPIS, outros entretanto, negam esta afirmação e dizem, ser eles TAPUIAS. Os Tremembés que muito se destacaram nesta região eram Tapuias, do ramo: CARIRI, cuja palavra quer dizer: tristonho, calado, silencioso. Dividiam-se em três ramos: Crateus, Potis e Aranhis. Eles muito se destacaram por seus longos mergulhos, o que lhes valeu o apelido de “ Peixes Racionais “, eram ágeis nadadores e temidos em toda a Região, especialmente no Delta. Durante muitos anos defenderam suas Tabas e muito dificultaram a colonização da região. Diz a história que estes índios eram ágeis, corajosos, valentes e exímios nadadores e, há relatos de historiadores de que pegavam tubarões a mão: introduziam entre as mandíbulas superior e inferior, uma pequena vara forte de madeira, conservando as mandíbulas abertas, impedindo desta forma de serem atacados. Com certeza há em tudo isto uma boa dose de fantasia. Os índios Tremembés, uma das várias tribos existentes no Delta, foram catequizados pelos Padres Jesuítas e formaram aldeamento. Os padres intercederam junto ao Rei de Portugal, para que a Coroa doasse a posse, de parte da Ilha do Caju, aos Tremembés, já catequizados e, a doação foi feita ao Cacique Manoel Miguel, no dia 21 de abril de 1727, pelo Governador do Maranhão, João Maia Gama. O aldeamento desapareceu pouco depois da expulsão dos padres Jesuítas pelo Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho Mello. O Marquês de Pombal achava que os Jesuítas conspiravam para derrubar o Rei Dom José I, do trono de Portugal e, em represália confiscou todos os seus bens, no Brasil, ocasionando o desaparecimento dos aldeamentos indígenas. A COLONIZAÇÃO DO NORTE DO PIAUÍ O Piauí passou um longo período abandonado, sem processo de Colonização. Durante o Período Colonial de nossa história, a área do território, onde hoje se situa Parnaíba e outros municípios circunvizinhos, foi objeto de muitas disputas políticas: primeiro dos portugueses contra os índios Tremembés, os donos absolutos da terra; depois, dos sucessivos governos da Província do Piauí, contra os governos do Maranhão e Ceará pela definição de suas fronteiras. O certo é que, somente a partir do século XVIII, é que a área é realmente definida, tal qual vemos hoje, no mapa do Brasil. Em 1759, o Piauí tornou-se uma província autônoma, por Decreto Real, pois esse território era administrado assim, primeiro pelo governo de Pernambuco e depois pelo governo do Maranhão. De acordo com dados históricos, em 1674, Bandeirantes Paulistas: Domingos Afonso Mafrense e Julião Afonso Serra chegam ao Piauí, pelo sul da Bahia, seguindo os percursos dos rios em busca de bons pastos para o gado e, aqui se estabeleceram, no Vale do Canindé, onde surgiu a primeira Vila do Piauí, Vila da Mocha, hoje cidade de Oeiras, primeira capital do Piauí; e Domingos Jorge Velho que antes já se estabelecera no Vale do Gurguéia e, permaneceu por muitos anos, combatendo os índios. Entretanto, sabemos que muito antes da chegada destes Bandeirantes Paulistas, desbravadores ou colonizadores do Piauí, estas terras há muito eram visitadas por europeus, aqui, no Norte, exatamente, na foz do rio Parnaíba onde se situa hoje nossa cidade – Parnaíba. Muitos aventureiros, expedidores, navegadores, padres Jesuítas, pesquisadores e outros, percorreram o solo piauiense; entre eles destacamos: 1535
– Antônio Cardoso de Barros 1571 – Nicolau de Resende – conheceu o Delta do Parnaíba 1581 – Gabriel Soares Moreno – escreveu sobre o rio Parnaíba 1603 – Pero Coelho de Sousa – chegou ao Parnaíba em combate aos franceses no Maranhão 1607 – Padres Francisco Pinto e Luís Figueira – em missão de catequese 1613 – Martim Soares Moreno – visita a costa do Piauí 1626 – Baltazar Pestana – esteve em terras piauienses 1626 – Padre Cristobal Acunã – penetrou pela Serra dos Dois Irmãos 1641 – Elias Herckamans – tentou explorar o solo piauiense 1656 – Vidal de Negreiros, governador de Pernambuco – passou também pelo Piauí 1656 – Padres Antônio Ribeiro e Pedro Pedrosa – em missão de catequese 1660 – Padre Antônio Vieira 1662 – Domingos Jorge Velho – fixou residência no Vale do Gurguéia, em caça e combate aos índios 1669 – Leonardo de Sá, percorreu o rio Igaraçu, chegou a Serra da Ibiapaba, onde travou forte combate com os índios, donos da terra 1672 – Pascoal Reis – atravessou as terras do Piauí 1674 – O Sertanista, Domingos Afonso Mefrense, o “ Sertão “, penetrou pelo sul da Bahia, pelos rios Piauí e Canindé onde instalou suas fazendas de gado (Simplicio Mendes, Oeiras, Nazaré do Piauí, Amarante e Floriano). O Delta do Parnaíba, de início, no contexto da Capitania do Maranhão foi alvo de muitos visitantes. Alguns se fixaram nas imediações das Barras do Igaraçu e do Parnaíba, outros regressavam às suas origens, sem demonstrar grande interesse pelas terras visitadas. A região entre o rio Igaraçu e a Serra da Ibiapaba foi desbravada por Leonardo de Sá e seus companheiros, em 1669. Ali, viviam os índios “ Tremembés “ , que dominavam toda a Região do Delta e o litoral, parte do litoral do Maranhão e do Ceará. Durante muitos anos defenderam suas tabas e muito dificultaram a colonização da Região. Núcleos que deram origem a cidade de Parnaíba : a) O TESTA BRANCA b) O PORTO DAS BARCAS O Testa Branca - uma grande fazenda de gado e mais tarde arraial, com poucos habitantes e poucas possibilidades de desenvolvimento. Recebeu este nome porque vivia ali, uma rez, de “ testa branca “, afirmam alguns, e, para outros, significava as “areias brancas“ do local. O Porto das Barcas – antigo Porto Salgado, instalado à margem direita, do rio Igaraçu, com grande movimento de embarcações, prosperou rapidamente, tornando-se uma Feitoria que cresceu, graças ao comércio que tomou
notável impulso, ajudado pelo português João
Paulo Diniz que trazia em suas “ Sumacas “ víveres e charque, com estabelecimento de charqueadas, no Maranhão. Era ele proprietário de oficinas de carnes secas, a 80 léguas, da foz do rio Parnaíba, homem de empreendimentos arrojados; além de várias fazendas de gado, em “ Pastos Bons “, foi arrendatário da Ilha do Caju. E, com ajuda do Coronel Pedro Barbosa Leal e alguns moradores, em 1711, construiu uma pequena Ermida para Nossa Senhora de Monte Serrate, imagem que veio de Portugal, venerada como Padroeira da Feitoria. Em 1712, com os ataques dos índios Tremembés, à Feitoria, a imagem foi levada para a Matriz, em Piracuruca. João Paulo Diniz precedeu a Domingos Dias da Silva na exploração do comércio das carnes secas, o charque Qualquer que tenha sido o desbravador da Região merece o nosso respeito e a nossa admiração. Mas para fazer justiça devemos destacar o Português, Domingos Dias da Silva, como assentador do Marco Histórico e o de desbravador da Região Norte do Piauí, Parnaíba. Adquiriu terras, fazendas de gado, incentivou a lavoura e promoveu o comércio. 1760 – O Marquês de Pombal, Sebastião de Carvalho Melo criou a Capitania de São José do Piauí, em 1718, sendo então designado como governador, o Coronel da Cavalaria Portuguesa, João Pereira Caldas, em 20 de agosto de 1758, entre outras coisas criou vilas como: Campo Maior, Valença, Jerumenha Marvão (hoje Castelo) e Paranaguá. Testa Branca foi elevada a categoria de vila, com o nome de São João da Parnaíba, em 18 de agosto de 1762. A reunião aconteceu na Matriz de Piracuruca e contou com expressivas presenças. Tal atitude, trouxe descontentamento dos habitantes de Porto das Barcas. E, só mais tarde, em 1770, quando governou o Piauí, Gonçalo Botelho de Castro é que foi feita a transferência oficial da sede da vila de Testa Branca para Porto das Barcas, devido a seu crescente progresso. Neste mesmo ano, 1770, deu-se início a construção da Igreja de Nossa Senhora da Graça, hoje Catedral, uma das poucas construções de estilo Barroco, em nosso Estado. A Vila de São João da Parnaíba, em 14 de agosto de 1844, passou à cidade, com o nome de Parnaíba, cuja denominação ocorreu, dada a importância do rio Parnaíba. Hoje, Parnaíba é a segunda cidade do Estado, no setor econômico e populacional e faz parte do 3º Pólo Turístico Nacional. Foram os índios os primeiros habitantes do Brasil e, por conseguinte de nossa Região, que também foi habitada por índios, os famosos Tremembés. Muitos por aqui passaram e, entre eles destacamos a expedição chefiada por Leonardo de Sá, em 1669, percorreu o rio Igaraçu, chegou a Serra de Ibiapaba, onde travou forte combate com os índios, os donos da terra. Conseguiu dominá-los, pelo que lhe foi concedido, uma Sesmaria (lote de terra inculta ou abandonada), situada às margens do rio Igaraçu, porém Leonardo de Sá não fixou residência e voltou à sua terra de origem. A Região ainda não havia encontrado o seu verdadeiro desbravador. O Português João Paulo Diniz, vinha realizando, antes de 1758, com grande êxito, a indústria do charque. Foi sem dúvida, podemos afirmar, o iniciador da colonização e desenvolvimento de nosso município, juntamente, com o Português, o Coronel Pedro Barbosa Leal. João Paulo Diniz, proprietário, no Maranhão, de várias fazendas de gado em Pastos Bons, foi arrendatário da ilha do Caju, Homem em empreendimentos arrojados, estendeu suas atividades, até Parnaíba, através do rio Parnaíba, via Porto das Barcas, Grande fazendeiro, comerciante destacado, conseguiu abrir um novo caminho, para atender os grandes centros consumidores: Pernambuco, Pará, Bahia, Rio de Janeiro, evitando percorrer as longas distâncias por terra, levando as boiadas e, melhor atender o comércio de indústrias de carnes secas, produto de suas charqueadas, instaladas às margens do rio Parnaíba, a 80 léguas de sua foz, utilizando algumas barcas, as Sumacas. Mais tarde, em 1758, chegou a Região, procedente do Rio Grande do Sul, o Português, Domingos Dias da Silva, trazendo fabulosa fortuna em ouro e prata. Instalou-se aqui e conquistou grande patrimônio, tornando-se notável fazendeiro, grande agricultor e respeitado comerciante. Era ele, um homem de grande visão, implantou a indústria pastoril, explorando a indústria do “Charque”, carne desidratada pelo sol e vento, prensada; promoveu a sola, o sal e o sabão, no próprio Porto das Barcas, chamado mais tarde, Porto Salgado, em virtude da grande quantidade de sal, ali desembarcada para a conservação das carnes. Estimulou o comércio como verdadeiro líder. Dominou economicamente o Piauí e parte do Maranhão. Domingos Dias da Silva exportava diretamente para a Europa e, de lá importava produtos que carecia, através de duas embarcações. A carne era transportada em 5 navios de sua propriedade e, era calculada 1800 toneladas anuais. O charque era vendido para Pernambuco, Pará, Maranhão, Bahia e Rio de Janeiro. A Capitania cresceu. As atividades de Domingos Dias da Silva muito concorreram para o desenvolvimento da terra. Construiu um Palacete para a sua residência, quase tornou conhecido, como a célebre “Casa Grande”, de Parnaíba. A Casa Grande não foi só um prédio. Era um conjunto. Cujo núcleo, era sem dúvida a Casa Grande. A Casa Grande de Parnaíba marcou uma fase da vida piauiense. Construída entre os anos 1758 e 1770. Em suas proximidades foram aparecendo outras construções sem alinhamento e sem estrutura elegante, dando origem a cidade de Parnaíba. Domingos Dias da Silva, homem sem grande cultura, católico não praticante, soube, entretanto, valorizar a educação, reservando parte de sua fortuna fabulosa, para educar os filhos e deixou em testamento, consideráveis somas, destinadas às Obras Religiosas. Por sua morte, ocorrida em 1793, herdaram grande riqueza os seus filhos: Raimundo e Simplício Dias da Silva, que não sabendo administrar aquela fabulosa fortuna, pouco a pouco tudo perderam. A aquisição de escravos mestiços, crioulos ou negros africanos, para os moradores do Piauí, significava altíssimo investimento, pois, seu valor superava a dos demais utensílios na fazenda. Verificava-se que, em geral, somente os grandes latifundiários, pecuaristas, possuíam maior número de escravos. Em Parnaíba chegavam e eram vendidos para o Maranhão, Ceará e Municípios vizinhos, grandes lotes de escravos, cuja identificação era apenas nome, os números de matrícula, relação e outros dados, era o registro. Como vendedores e às vezes compradores citamos: Maria de Jesus Castelo Branco Scherlock, Cecílio José Couto, Joaquim Antônio Gonçalves (na ilha Grande de Santa Isabel), Manoel Gomes Pacheco, Dona Cleonice Smith Rioguary, Maria Francisca de Couto Gonçalves, Joaquim de Amorim Filho, etc. Em Parnaíba tudo girava em torno de uma grande figura: SIMPLÍCIO DIAS DA SILVA. Homem de grande prestígio, em todas as esferas sociais, grande força política e sobretudo, de fabuloso poder econômico. Possuía ele cerca de 1800 escravos, organizados militarmente, em Regimento, com armas e banda de música. Eram eles educados, preparados, na sua maioria em Lisboa e Rio de Janeiro. A rua Monsenhor Joaquim Lopes, antiga rua da Glória, era conhecida por todos como o Beco de “Deus me livre” ou “Deus nos acuda”, numa alusão de que Deus, realmente se apiedasse, de todos aqueles que por ali passassem, tudo referente aos maus tratos infligidos aos pobres escravos. No Inventário, de Simplício Dias e outros existentes, na Casa Anísio Brito, em Teresina, no Título, referente aos “Bens de Raiz”, estão relacionadas 415 escravos africanos, de Nações diversas: Congo, Cassange, Benguela, desse total 96% eram homens, na faixa etária de 20 a 40 anos. No cartório Almendra, 1º Ofício de Parnaíba, no Inventário de Simplício Dias da Silva e outros existentes, verifica-se, entre eles: o de Manuel Antônio Silva Henriques, Mariza Isabel Thomázia Seixas e Silva, Simplício Dias da Silva, Domingos Dias da Silva Henriques e Matilde Nonala Angélica Oliveira, onde constatamos diversas outras profissões, exercidas pelos escravos e exclusivamente, em benefícios de seus donos. Os escravos negros jovens tinham seus preços avaliados superiores a idade, igual ou superior a 50 anos, enquanto as escravas, que tinham os seus valores superiores aos dos homens, levando-se em consideração: suas habilidades domésticas e ainda eram consideradas geradoras de novos escravos. Cria-se a Alfândega, em Parnaíba, em 22 de agosto de 1817, houve o controle de escravos trazidos e existentes, na Vila. Quando, aqui chegaram eram matriculados. Recebiam um número de registro, anotando-se sua procedência, idade, aspectos físicos e valor. Os nascidos na Vila eram também obrigados a um registro. A taxa alfandegária se fazia obrigatória. Aos negros era negado perpetuarem certos traços de sua Cultura, tipos de organização social e de família. As acomodações nas senzalas não ofereciam o mínimo conforto, eram péssimas o que favorecia o aparecimento de doenças de vários tipos e de defeitos físicos, inclusive os adquiridos no exercício de suas tarefas diárias: Aleijado do braço achatado; Doença do peito (tuberculose); Quebrado do pescoço; Doença de um Quarto e outras. Eram tratados nas senzalas com remédios caseiros ou comprados nas botijas. A péssima condição de vida oferecida, gerava o descontentamento do negro, a perda da liberdade, levavam o escravo a fuga, a rebeldia, queda da produtividade, bebedeiras, brigas e crimes. Quando isto acontecia, severos castigos da Lei eram aplicados, sem piedade: Palmatória, Tronco, Marca de Ferro, Máscara de Flandre, Açoites, Calabouços. Usava-se também como instrumento de ferro: As Correntes, Gargalheiras e as Algemas. Não há registro de aplicação de muitos destes artigos, bem como as mutilações: Castração, Extração dos Olhos, Extração dos Dentes, Desfiguração da Face. A Força era usada para casos gravíssimos, dava-se a execução da pena Capital, em praça pública. Houve o último enforcamento, em Parnaíba, a do escravo Aleixo, de 17 anos que assassinou a sua patroa, Dona Carolina Thomazia de Seixas e Silva. Em Parnaíba a escravidão foi forte e a discriminação racial acentuada; o negro não tinha sequer o direito de freqüentar a Igreja dos brancos, teve que construir a sua Igreja, que recebeu o nome de Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Negros. Era proibido andarem com armas, cacetes e violas, sob pena de três dias de prisão e cinquenta açoites por dia. Negando a sua crença, os escravos adotavam os ensinamentos cristãos e acreditavam que a salvação da alma se obtinha através de uma vida terrena cheia de sacrifícios, eles aceitavam as cerimônias religiosas, pois significavam um ritual de ascensão social. Parnaíba, desde o início de sua história teve participação, em todos os movimentos políticos que aconteceram, no Piauí, no Território Nacional, destacando-se entre outros, a Campanha da Independência, pois mesmos antes do Brasil proclamar a Independência, em 7 de setembro de 1822, Parnaíba já aderia e se movimentava à Campanha de Independência, juntando-se aos centros de idéias liberais: Campo Maior e Oeiras. Em Campo Maior e em Estanhado, hoje, cidade de União, surgiram as primeiras propagandas pela libertação de nossa Pátria do domínio Português, movimentando-se no preparo da “Pólvora”, para a Revolução, entretanto, foram denunciados, a pólvora apreendida e a Vila ocupada pelos militares, porém tal atitude não intimidou os piauienses, na luta pela Independência. Parnaíba contou com o apoio de bravos patriotas: Dr. João Cândido de Deus e Silva, Simplício Dias da Silva, Bernades Freitas Cavalcante, José Francisco Miranda Osório, Padre Domingos Dias e Silva, em prol da Independência do Piauí. Os movimentos revolucionários, contrários ao Regime Português se intensificaram, nas Vilas de São João da Parnaíba, Campo Maior e Oeiras, culminando com o grito de Independência, a 19 de outubro de 1822, quando a Vila de São João da Parnaíba, entre as mais vibrantes manifestações de entusiasmo da população, tendo Simplício Dias da Silva à frente das Tropas de 1ª e 2ª linha, dirigindo-se ao Senado da Câmara, da Vila de Parnaíba, e, exigindo que “se desse o devido cumprimento aos respeitáveis DECRETOS DA MAJESTADE IMPERAL”. Acompanhados dos Membros do Senado da Câmara, no Paço da Câmara, frente à Igreja Matriz, hoje, Catedral de Nossa Senhora da Graça, foi proclamada a Independência do Piauí, tendo sido aclamado D. Pedro, Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil. Aplausos acompanhavam o badalar dos sinos da Igreja Matriz. Naquele local, hoje, temos um Monumento que lembra a grande data, 19 de outubro de 1822 e o nome daqueles que fizeram por tão relevante acontecimento, marcando a data magna da história do Piauí. Os chefes de Oeiras e do Maranhão, partidários da Corte Portuguesa, avisados dos acontecimento ocorrido em Parnaíba, logo providenciaram 40 praças, contra o movimento deflagrado. Na própria Vila, sugiram as primeiras reações contrárias ao 19 de outubro. Tropas leais a Portugal se reuniram no Delta e em toda a Região Deltaica. O Governador das Armas, o Português, Major João José da Cunha Fidié, tendo conhecimento dos últimos acontecimentos da Vila de Parnaíba, temendo que a notícia chegasse as outras Vilas, tentou evitar e partiu com destino a Campo Maior, onde deixou 400 homens, com artilharia e suas carretas de munições, com o objetivo de sufocar o movimento na Vila de São João da Parnaíba. Acampou, no dia 17 de dezembro na Lagoa do Bebedouro e, no dia 18, pela manhã entrou, na Vila de São João da Parnaíba, não encontrando nenhuma resistência, a Vila estava deserta. Os independentes da Vila de São João da Parnaíba, receiosos da aproximação das Tropas de Fidié e dos danos que praticavam, abandonaram a Vila e refugiaram-se em GRANJA, no Ceará e outros moradores permaneceram trancados em suas residências. Assim, a Vila foi tomada pelas forças de Fidié, em 18 de dezembro de 1822. Após a celebração do “TEDEUM”, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça, o Rei de Portugal foi aclamado; a Vila foi duramente saqueada; as ricas propriedades do Cornel Simplício Dias da Silva, durante dois meses foram levados para o navio São Luís: “Infante Dom Miguel” e os familiares presos e ameaçados. Fidié visitou os pontos de defesa e de acordo com o Capitão, Tenente Francisco Salema Freire Garção, mandou levantar 4 REDUTOS: . BARRA DO CAJU – Para defesa da Costa . REDUTO DE AMARRAÇÃO – Na ponta da Barra da Amarração dominando a Barra do Porto. Na Ponta da Praia de Atalaia, na área denominada antigamente – “Coroa dos tanques”, foi construído um FORTIM, de comum acordo entre o governo do Ceará e Piauí, mas sob a Guarnição e ordem do Piauí. . REDUTO DA BARRA – Situado no Pontal da Barra do Igaraçu, em Luís Correia, em 1823, foi tomado de assalto pelos portugueses independentes e destruído, por não possuírem forças suficientes para proteger e, temiam também que voltasse às mãos dos Portugueses revoltosos. . REDUTO DA PEDRA DO SAL – Localizado no rochete que leva este nome, no local onde foi construído o Farol. O Coronel Simplício Dias da Silva não suportando mais, ver a Vila de São João da Parnaíba vivendo aquele clima de ameaças e opressões tomou uma resolução, resolveu dirigir Cartas ao Imperador Dom Pedro, relatando todos os fatos ocorridos, após, o 19 de outubro de 1822. Fidié ao deixar a Vila de São João da Parnaíba, em 1o de março de 1823 o Brigue de Guerra “Infante Dom Migue” foi retirado para a Barra de Tutóia dando cobertura a Carnaubeiras e demais Vilas do Maranhão. A luta não parou e recomeçava agora, sob o comando de LEONARDO DE CARVALHO CASTELO BRANCO, entram em Piracuruca, seguindo para Campo Maior e, finalmente Oeiras, onde o apoio do Brigadeiro Manuel de Sousa Martins foi muito importante para a libertação da Vila de Oeiras. No final de 1823, tropas de Parnaíba atravessam o Delta do Parnaíba atacaram Carnaubeiras e proclamaram a Independência, com vitória fácil, seguiram e conquistaram Tutóia. Somente a 1o de agosto de 1823, encerravam-se as lutas piauienses pela emancipação política, resultando com a prisão de Fidié, no Monte Tabocas, em Caxias do Maranhão, sendo conduzido para Oeiras e escoltado para o Rio de Janeiro. O Delta do Parnaíba, além de ser destaque como o principal porto turístico do Estado, como um Santuário Ecológico, é acima de tudo um Marco, na Emancipação Política do Estado do Piauí. O Estado do Piauí é banhado ao Norte, pelo Oceano Atlântico, onde se localiza, nosso Município, Parnaíba. Durante muito tempo o Piauí foi um Estado sem litoral, somente no século passado, após, negociação com o vizinho Estado do Ceará, o Piauí cedeu os municípios de Crateus e Príncipe Imperial, hoje, Independência, recebendo em troca, terras no litoral. O rio Parnaíba deságua no Oceano Atlântico, através de um delta de grandes bocas, cujo mapa pode ser facilmente encontrado na mão direita espalmada, no sentido leste/oeste apresentando as seguintes barras: Barra do Igaraçu, Barra das Canárias (separa o Piauí do Maranhão), Barra do Caju, Barra da Melancieira ou Carrapato e Barra de Tutóia. As três últimas barras são pertencentes ao Maranhão. Barra é acúmulo de material aluviônico, paralelo à Costa, no ponto onde há o equilíbrio entre corrente marítima e fluvial. É uma linha de arrematação permanente ou muito freqüente, de ondas junto à Costa. Aluvião é depósito de cascalho, areia, argila, que se transforma junto às margens ou à foz dos rios provenientes do trabalho da erosão. Podemos afirmar que o Delta começa, onde o rio Parnaíba se divide e se situa, no ponto mais alto, na ponta nordeste da Ilha de Tucuns ou Mariquita, onde a corrente do rio se bifurca, em duas direções para formar os dois braços: do Igaraçu(PI) e Santa Rosa (MA), entre os quais e o mar fica o Delta. É localizado a 17 Km de Parnaíba, onde a bifurcação do rio contribui para formação da Ilha dos Poções, a primeira do Sistema; o Delta caracteriza-se por um grande número de ilhas baixas e arenosas, separadas uma das outras por um labirinto de canais, braços de rios, baias e praias desertas; 60 destas ilhas estão nos limites de Araióses. As ilhas distantes do mar, circundadas ainda por água doce, mostram-se marginadas pelo mangue vermelho, associado a aningas e águas-pé. O Delta do rio Parnaíba se estende por uma área de 2.700 km2, indo de Oeste para Leste da Barra de Tutóia(MA) à Barra do Igaraçu (PI), sendo que 65% de área é pertencente ao Maranhão e 35% se situam no Piauí, com um total aproximado de 80 ilhas e ilhotas, de diferentes tamanhos, cobertas de florestas; outras com fazendas e plantações; quase todas habitadas, todas pasmosamente férteis; apresentando-se outras com dunas lindíssimas que se recortam em formas geométricas, criando um mar de areia que acaba no Oceano. As dunas se movimentam graciosamente, em todas as direções, daí a classificação das dunas em : móveis; em processo de fixação e dunas fixas, apresentando mais ou menos 40 metros de altura. O Delta do Parnaíba, o único delta de mar aberto das Américas, foi visitado, há mais de 420 anos, por navegadores Portugueses que por aqui passaram, entre eles, Nicolau de Rezende que, quando navegando pelo litoral brasileiro sofreu um acidente, próximo ao local onde o rio Parnaíba deságua no Oceano e aqui permaneceu alguns anos. Nicolau de Rezende ao confirmar a existência do delta, assim se expressou “As águas são labirintos entre florestas intocadas e a vida acompanha o pulsar incessante das marés...” Delta é uma configuração triangular, localizada à embocadura de um rio; significa, também, a 4a letra do alfabeto grego, que tem a letra maiúscula em forma de triângulo. Temos a observar que o triângulo tem sua base invertida, isto é, fica voltada para o Oceano, enquanto que o vértice, fica no continente. (desenho do triângulo) Além deste delta, há outros deltas oceânicos, conhecidos, como: na África, o rio Nilo e na Ásia, o Mekong. Nosso Delta apresenta uma floresta tropical admirável, uma fauna com mais de 140 espécies de aves, entre elas o guará, cuja cor vermelha é destaque entre as demais, a garça preta rara e bonita, os tucanos, as garças brancas, os xexéus, os sabiás, os pica-paus, os urubus, os marrecos de várias espécies, os patos selvagens, os frangos d’água os martins pescadores, os maçaricos, jacus, socós, anus, gaviões, águia pescadora e outros; dos répteis destacamos as cobras de várias espécies, os jacarés do papo amarelo, os camaleões, tiús, etc.; animais como, os veados, os tatus, as cotias, guaxinins, raposas, etc. Entre as ilhas do Delta existem os igarapés, verdadeiros caminhos aquáticos que muito contribuem para o acesso àquela região; em volta das ilhas se desenvolvem os mangues, vegetação própria de terrenos alagados, onde os crustáceos, os mais característicos da fauna dos manguesais e, mais que todos, o caranguejo; o caranguejo-uçá, o vermelho, o guaiamuns, o aratu do mangue que se abrigam em suas raízes e formam suas galerias subterrâneas. Nas águas é possível pescar os saborosos frutos do mar. Essa caça, pelo homem é ativa e diária, mas de maneira irracional e indiscriminada e, é justamente na época do acasalamento que ocorre mais a procura do crustáceo.
Nicolau de Rezende ao admirar a beleza e a riqueza do Delta, onde o
contraste do verde de suas matas, com o dourado das dunas, o azul do céu
e o branco das espumas formadas pelas ondas, exclamou com entusiasmo e já
àquela época demonstrando um profundo sentimento ecológico: “Quantos,
no futuro colherão as riquezas desse tesouro... Esse paraíso resistirá
aos futuros desbravadores?” Esse santuário ecológico, este santuário tão pródigo em gerar as mais diversas formas de vida, vê-se, realmente, ameaçado pela ação predatória do homem; as queimadas, o desmatamento, o corte do mangue para utilização diversa, a pesca em rede fina, o uso de agrotóxicos, a caça de animais, muitos já ameaçados de extinção como o socó, o guará, etc., tudo isto vem destruindo a vida no Delta. Edilson
Morais Brito é o responsável pelo desbravamento turístico em todo o
Delta do Rio Parnaíba. É o que se poderia chamar de versão atual do
primeiro desbravador, Nicolau de Rezende, navegante que descobriu o Delta
do Rio Parnaíba por volta do século XV e que teria sido primeiro homem
civilizado a percorrer os caminhos do delta. Mas com uma visão
empreendedora e voltada para o turismo ecológico esta primazia coube a
Edilson Morais Brito, no ano de 1991 apos a reforma do Porto das Barcas em
Parnaíba Piauí fundar a agência Moraes Brito Viagens e Turismo. Sua ânsia
por descobertas e aventuras o fez criar vários roteiros nas centenas de
igarapés que recortam a paisagem selvagem e virgem. Por entre ilhas e
ilhotas Morais Brito singrou as águas do Delta do Rio Parnaíba em
roteiros desconhecidos, apresentando para turistas nacionais e
estrangeiros e a maravilha vigorosa que são a fauna e a flora, únicas e
encantadoras. No Delta localizamos as seguintes cidades: Araióses e Tutóia, no Maranhão; Parnaíba, Luiz Correia e Ilha Grande, no Piauí. Parnaíba é a maior cidade deltaica, pois as demais dependem da infra-estrutura já implantada, em nosso Município. As principais ilhas do Delta piauiense são: a) Barra das Canárias: Trindade, Batatas, Santo Estevão, Morros e Camarço. b) Barra do Igaraçu: Palha, Cágado, Chafariz, Ferreira, Bom Jesus, São Roque, Costa e Meio. c) Entre as duas Barras, Canárias e Igaraçu, encontramos a Ilha Grande de Santa Isabel, de forma triangular, com 240 km2, banhada pelo Oceano Atlântico, num percurso de 23 km. É rica em carnaúbas, canaviais e seu solo é fértil, onde se cultiva o arroz, o feijão, o milho, a mandioca e muitas árvores frutíferas. A pecuária é bem desenvolvida. Nela está localizado o Município de Ilha Grande e, na margem do rio Igaraçu defronta-se com a cidade de Parnaíba sendo ligada a esta pela ponte Simplício Dias. As principais ilhas do Delta maranhense são: Caju, Canárias, Cardoso, Carrapato, Curicacas, Guajuru, Guarás, Grande Paulino, Igoronhon, Manguinhos, Mocambo, Poções, Tucuns ou Mariquita. ROTAS
FLUVIAIS PARTINDO DE PARNAÍBA PARA:
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